3 - Arte rupestre da Amazônia

Rock Art of Amazonia
L’art rupestre de l’Amazonie
El arte rupestre Amazónico

Coordenado por/Co-ordinator: Edithe da Silva Pereira & Kay Tarble de Scaramelli

PAPERS

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Um panorama da arte rupestre na região norte do Brasil
Edithe Pereira, Brasil

Este trabalho apresentará uma síntese dos estudos sobre a arte rupestre realizados nos estados da região Norte do Brasil. Serão abordados aspectos relacionados a distribuição geográfica dos sítios, as técnicas, a tipologia e a conservação da arte rupestre amazônica. Será dado destaque para necessidade de estudar a arte rupestre em conjunto com a cultura material de uma mesma região. Como exemplo, serão apresentados alguns objetos cerâmicos da região do baixo Amazonas cuja forma de representação dos seus temas decorativos é muito semelhante aos grafismos rupestres da mesma região. Tais semelhanças sugerem um possível vínculo entre grupos produtores de cerâmica e de arte rupestre.

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Pedra Preta de Paranaíta: um sítio de arte rupestre na Amazônia Matogrossense
Julia Cristina Berra & Maria Clara Migliacio, Brasil

A porção meridional da Amazônia tem se mantido pouco estudada, especialmente aquela região conhecida como Amazônia Mato-grossense, limítrofe aos estados do Amazonas e do Pará. Apresenta um conjunto de sítios de arte rupestre a céu aberto num contexto arqueológico de abundantes sítios cerâmicos. As grandes dimensões dos sítios cerâmicos e os numerosos artefatos de pedra polida registrados sugerem ocupação por populações cultivadoras da pré-história tardia. Mas ainda não foram registradas evidências arqueológicas diretas que permitam associar, com segurança, os sítios de arte rupestre aos sítios cerâmicos, embora na região não tenham sido localizados, até o momento, sítios líticos de populações não ceramistas. Ali, os sítios de arte rupestre apresentam-se na forma de grandes lajes, matacões e blocos rochosos com gravuras, que pontuam a floresta e as margens do baixo Teles Pires, um dos formadores do rio Tapajós. Entre esses sítios, Pedra Preta de Paranaíta é, até o momento, aquele que expressa de forma mais vigorosa a manifestação rupestre da região, compondo-se de um suporte rochoso de cerca 10 hectares com forma aproximadamente elíptica, e que se eleva a 37 metros de altura do solo, aflorando por cima do dossel da floresta. São diversos painéis de gravuras cuja produção em extensos afloramentos graníticos sugere um enorme esforço técnico para provocar a sensação do monumental. Grafismos de tamanho avantajado que se estendem por longos espaços – como uma sinuosa serpente de 36 metros de comprimento que foi confeccionada inteiramente com o agrupamento de cúpules profundas gravadas no granito numa evidente interação com as formas de relevo e a paisagem, causando no observador um efeito narrativo. Estas são algumas das características distintivas desse sítio arqueológico que sobressaem ao se analisar conjuntamente atributos como técnica, temática e modo de apresentação, sendo esse o ponto de partida para a discussão de sua particularidade em relação ao que se conhece da arte rupestre amazônica.

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Gravuras rupestres do rio Negro – uma contribuição à pesquisa preliminar
Raoni Valle, Brasil

A bacia do rio Negro, no extremo NW do Brasil, apresenta-se hoje como uma área pouco explorada pela arqueologia brasileira. No âmbito da investigação de arte rupestre a documentação para fins de pesquisa começou a partir de 2006, a despeito de inúmeros relatos de naturalistas, viajantes e antropólogos referentes à ocorrência de gravuras rupestres desde o século XIX. Portanto, desde a estação seca de 2006 campanhas oportunísticas de documentação fotográfica de sítios rupestres com gravuras, seguindo um protocolo específico têm sido implementadas na calha do rio Negro e em seus principais afluentes para subsidiar uma pesquisa doutoral. As prospecções se concentram no médio rio Negro, estado do Amazonas, na área de confluência com o rio Branco, proveniente de Roraima, onde também se encontra uma fronteira geológica entre os granitóides da formação Jauaperi, no escudo cristalino Guianense, e os arenitos do grupo Trombetas e formação Alter do Chão. Esta conjuntura geo-ambiental tem influenciado na formulação de proposições concernentes a variabilidade gráfica e técnica dos petroglifos lá encontrados, sobretudo na hipótese de identificação de uma fronteira gráfica pré-colonial na área. Nesta comunicação específica apresentamos um repertório de imagens coletadas entre 2006 e 2008 inseridas numa abordagem descritiva e comparativa, no sentido de expor em linhas gerais o que se tem documentado até o presente momento.

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Arte Rupestre no Estado do Tocantins, Brasil
Ariana Silva Braga & Marcos Aurélio C. Zimmermann, Brasil

Este painel apresenta os primeiros resultados obtidos com o mapeamento rupestre realizado na área do estado do Tocantins. Este é resultado de três  anos de iniciação científica no Núcleo Tocantinense de Arqueologia, que a dez anos promove pesquisas arqueológicas no estado referido e região. Este mapeamento vem produzindo um banco de dados a respeito da Arte Rupestre no estado do Tocantins contendo no mesmo o arquivo documental dos sítios composto de decalques, transposições, croquis, acervo fotográfico entre outros documentos produzidos durante a pesquisa. O empenho para execução deste mapeamento se deu após percebermos a riqueza de sítios rupestres em todo o território tocantinense e concomitante a esta riqueza, observamos pouca bibliografia especializada, logo percebemos que para compreender cada sítio precisávamos de uma visão geral do território em questão para somente depois conseguir traçar os horizontes culturais da área. Com este mapeamento observamos a mudança nas técnicas de execução dos grafismos, variação no suporte, diferentes motivos e ainda semelhanças com tradições de outras regiões do país. No entanto devido o estado do Tocantins possuir uma grande extensão territorial este trabalho não fora concluído, porem é possível iniciar discussões a respeito das semelhanças culturais do mesmo para que possamos discutir posteriormente a respeito das tradições rupestres na região.

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Gravura rupestre do nordeste de Roraima
Shirlei Martins dos Santos, Brasil

No presente texto, exponho uma amostra da diversidade de registros rupestres encontrados nos sítios arqueológicos da Amazônia Setentrional Brasileira, mais precisamente, da região norte e nordeste do estado de Roraima. A proposta deste trabalho é comparar os espaços cenográficos de três sítios arqueológicos com gravura rupestre situados em ecossistemas distintos: (1) floresta densa de montanha; (2) margem de grande rio da savana; (3) e interior de caverna na serra. A análise se detém, em especial, aos traços de identificação, a posição e a composição espacial dos grafismos encontrados no contexto arqueológico. Os três sítios pesquisados apresentam características relacionais significativas entre o meio ambiente e a visibilidade dos gravados na paisagem, como também,  entre as pinturas e as gravuras rupestres presentes nesta região.

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Na Bacia do Uatumã - Uma tentativa de associação entre sítios rupestres e cerâmicos
Marcus Vinicius de Miranda Corrêa, Brasil

O Programa de Salvamento do Patrimônio Cultural e Arqueológico na área do Reservatório da UHE-Balbina-AM, o SAUHEB, revelou a existência de 21 sítios com gravações rupestres e o primeiro sítio com pictoglifos do Estado do Amazonas documentado até a atualidade - a Gruta do Batismo. Os petroglifos registrados encontram-se ao longo do médio e alto curso dos principais rios  afetados pelo impacto do empreendimento da usina hidrelétrica: o Uatumã e Pitinga. Em seus afloramentos rochosos as gravuras apresentam distinções quanto aos motivos representados: Máscaras e combinações de retas e círculos nas margens do Uatumã em contraponto as figuras antropomorfas e zoomorfas de seu afluente Pitinga.
Considerando-se a análise do material cerâmico de ambos os rios, propõe-se uma possibilidade associativa dos sítios rupestres e cerâmicos delimitados por esses cursos naturais de águas. A Tradição Polícroma do rio Uatumã  datada de cerca de 900AP, relaciona-se a uma cultura de bases sedentárias, combinando-se as gravuras de máscaras e geometrizadas indicadoras de culturas sócio estratigraficamente organizadas. No rio Pitinga, a cerâmica encontrada sem elementos decorativos, temperada com simples partículas arenosas, não foi possível ser filiada a  nenhuma tradição arqueológica. Sua origem data de cerca de 2000 AP e possivelmente está relacionada a grupos semi-sedentários e aos sítios rupestres de figuras antropomorfas e zoomorfas.
Para que seja ultrapassado o campo da hipótese novas áreas devem ser pesquisadas com esse objetivo. O rio Urubu, com grande parte de seu curso nas proximidades dos rios pesquisados, é possuidor de indicadores naturais que convergem para um aprofundamento quanto ao estudo das raízes arqueológicas de suas áreas, visando levantamentos que auxiliem na corroboração de indícios sobre as influências da Arqueologia no Estado do Amazonas.

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Nas fronteiras da Amazônia: megalitismo e arte rupestre sem fronteiras
Manuel Calado, Portugal

Na serra do Tumucumaque, o divisor de águas entre a bacia amazónica e os rios do Suriname e da Guiana francesa, existe um conjunto de sítios arqueológicos, ainda muito mal conhecidos, com características conceptualmente intermédias entre a arte rupestre e o megalitismo. Os mais notáveis são constituídos por “arranjos de pedras” que, nuns casos, formam desenhos (antropomorfos, zoomorfos e outros) que parecem inserir-se no universo da arte rupestre, enquanto noutros se organizam como alinhamentos, orientados astronomicamente, vinculáveis genericamente ao universo do megalitismo.
Uns e outros parecem manter relações simbólicas pertinentes com afloramentos naturais.
Esta realidade de fronteira, física e conceptual, serve de pretexto para uma reflexão sobre as categorias em que a investigação tem organizado as manifestações simbólicas pré-históricas, de acordo com lógicas classificatórias que podem eventualmente obscurecer as relações emic entre fenómenos contemporâneos e culturalmente afins.

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Petroglifos em Balsapuerto, S. R., N.A. (U. San Marcos, Lima)
José Alexis Reinoso Espina, Chile

El objetivo es dar a conocer la investigación realizada en 1999, (inconclusa en la actualidad), en el Distrito de Balsapuerto, cuenca media del río Cachiyacu  (Flanco Nor-Oriental de la Faja Subandina y el Llano Amazónico, departamento de Loreto, Provincia del Alto Amazonas - Perú). Hasta la fecha referida, se han registrado 19 Rocas-petroglifos de variadas formas y volúmenes, en cuyas superficies se hallan grabadas profusión de figuras muy desiguales en ejecución y temática; tanto representativas como indeterminadas.La roca más conspicua es denominada por los habitantes de las comunidades colindantes, como Casa de Cumpanamá, panel con dimensiones cercanas a los 8 m. de largo, por 2,5 m. de altura, área cubierta casi en su totalidad de petroglifos con profundidades que varían entre 2 y 8 cms., e incisiones de hasta 2 cms. de ancho. Ausencia de elementos figurativos. Motivos complicados, sinuosos y abstractos.

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Pintura Rupestre en contextos pré-cerámicos en el Orinoco
Kay Tarble de Scaramelli, Venezuela

Aún cuando se reconoce que las pintura rupestres en Suramérica tienen una antigüedad que se remonta al Pleistoceno, ha habido cautela en las propuestas cronológicas para estas manifestaciones en el Orinoco Medio. Sin embargo, investigaciones recientes en esta zona revelan la presencia de arte rupestre en cuevas con ocupaciones pre-cerámicas, lo cual apoya la hipótesis de Greer acerca de la posibilidad de horizontes tempranos. En este trabajo presentamos evidencia proveniente de la Cueva de Pérez y la Cueva Gavilán 2 que permite ampliar los conocimientos sobre estos pobladores tempranos de la zona. Se propone que elementos de un paisaje sagrado se establecen desde muy temprano y perduran, por medio de la re-utilización y la re-pintura, hasta el tiempo del contacto europeo.

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Buscando bajo la alfombra: inventario de manifestaciones rupestres del Estado Amazonas, Venezuela
Santiago Obispo, Venezuela

En el año 2006 se localizo un sitio con pinturas rupestres en el área urbana de Puerto Ayacucho, capital del Estado Amazonas, a partir de lo cual se dio inicio en forma sistemática a la exploración, ubicación y registro de manifestaciones del Estado Amazonas en la región que hasta ese momento se restringía a petroglifos a orillas del Rio Orinoco y de pinturas rupestres a varios kilómetros fuera del perímetro de la ciudad. Durante los años 2007 y 2008 se han localizado una variedad de manifestaciones rupestres en la zona del Orinoco Medio especialmente en la región comprendida entre los ríos Parguaza y Samariapo, de los cuales vale destacar los artefactos megalíticos del Rio Manuare, primer registro para la región, ubicado igualmente dentro del periurbano local, así también como sitios ubicados  entre 2 a 15 Km de la orilla del rio Orinoco separados entre si  por distancias que van de 1,5 Km a 5 Km.  Todo esta actividad se ha llevado a cabo con una activa participación de los pueblos indígenas y comunidades locales con quienes se ha discutido su inclusión como parte del Patrimonio Cultural Indígena con particular énfasis en el Inventario Patrimonial Indígena y de la Comunidad Local como elemento a considerar para la demarcación y delimitación de sus territorios colectivos, incorporando la etno-toponimia y el conocimiento tradicional como elementos a tener en cuenta en el relevamiento de la información. Reportes escritos y orales procesados indican existencia de numerosas manifestaciones rupestres a lo largo del Rio Orinoco, principalmente, al igual que los Ríos Ventuari, Atabapo y Rio Guainía/Casiquiare/Negro, este último, única vía conocida con la Cuenca del Rio Amazonas.

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Los petroglifos de Isla Lara
Alfredo Miranda Aponte, Venezuela

El presente trabajo de investigación busca profundizar en las potencialidades del arte rupestre como fuente de información para los estudios de tipo arqueológico, enfatizando en la importancia de las evidencias materiales, espaciales, históricas y étnicas que rodean a las manifestaciones  para su comprensión dentro de un contexto de acción. Los Petroglifos de Isla Lara ubicados en las inmediaciones del río Orinoco en el Estado Amazonas poseen características formales y temáticas muy particulares, lo que los hace notablemente diferentes a lo que hasta ahora ha sido descrito para la zona. En este sentido el objetivo principal de la investigación es la definición de una tipología figurativa de los glifos, tomando como parámetros sus características formales y técnica de ejecución. Así mismo se explorara la posible relación de los petroglifos con algunos de los grupos indígenas de lengua Sáliva identificados en la zona para el momento del contacto europeo, en un intento por establecer una posible filiación cultural y temporal a estas manifestaciones.

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Petroglifos del Orinoco medio: variaciones regionales y temáticas
Franz Scaramelli, Venezuela

En este trabajo se discuten las variaciones regionales de los petroglifos del Orinoco Medio y se adelantan hipótesis sobre el significado de sus variantes temáticas. Con este fin se presenta un trabajo cartográfico de ubicación de los principales sitios, se describen las características de los sitios-contextos caracterizados por la presencia de petroglifos y se ofrece una descripción detallada de los elementos físicos y formales de los motivos más comunes. Empleando una muestra representativa de las imágenes existentes en cada localidad, se discuten variantes temáticas regionales, horizontes de amplia distribución y fronteras estilísticas, avanzando en la construcción de una clasificación regional susceptible de ser estudiada en sus asociaciones con la distribución de grupos cerámicos, lingüísticos y étnicos, y su repertorio mítico.  

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Sral-Santo Rosario de Agua Linda: un sitio rupestre en Amazonas al sur de Venezuela
Pablo Novoa Alvarez, Santiago Obispo & Pedro Rodríguez, Venezuela

En Noviembre del 2008, se localizó un abrigo en la parte Noroeste del estado Amazonas, al N de su capital Puerto Ayacucho El sitio está ubicado a unos 5 Km. del Rio Orinoco, en una colina granítica, cerca del pequeño rio de Agua Linda, y de acuerdo con informes de la comunidad ha servido desde tiempos ancestrales como paso hacia el territorios del interior, interfluviales, del Rio Parguaza y posiblemente del Rio Ventuari, en el mismo se registraron varios paneles con pinturas rupestres  a lo largo de 150 m., alineados en dirección E, intemperizados en parte y con cientos de motivos de formas diversas y con una variedad de estilos que van desde sencillas líneas hasta figuras humanas con elaborados detalles anatómicos. Los diseños presentan en algunos casos superposición y/o repintado,  un tamaño de 2 cm. a 2 m. de largo y de variados tonos de color rojo, entre los aspectos a destacar los motivos de figuras humanas que son parte del bagaje cultural de pueblos de familia Caribe y en único registro en pinturas rupestres de una figura emblema de los  pueblos arahuacos. El abrigo SRAL se sitúa próximo Pozo Azul, referencia del pre-cerámico para Alto Orinoco igualmente es parte de una serie de sitios con pinturas rupestres ubicados a lo largo del Rio Orinoco, que hasta el presente poco o nada se han registrado en detalle. La comunidad indígena ha desarrollado el  turismo cultural, además del patrimonio cultural intangible que detenta asociado al abrigo SRAL  y que es de particular interés.

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Senderos de interpretación ecológico-arqueológicos como estratégia de conservación de los sitios rupestres. Caso: Cerro Pintado, Estado Amazonas, Venezuela
Ruby De Valência, Venezuela

Esta ponencia se enmarca en  el trabajo de Conservación Preventiva, que desarrolla FUNDABITAT y su proyecto ANAR, que se refiere a: * la Documentación, Registro, Sistematización y Difusión de las Manifestaciones Rupestres en Venezuela, *  la Educación y Concientización de la población a través del conocimiento y valoración de este Patrimonio Cultural Arqueológico, * Desarrollo de Senderos ecológico- arqueológicos como una estrategia de conservación y gestión de los sitios rupestres, desde una perspectiva interdisciplinaria, que permita la preparación de Planes de Manejo, destinados a sistematizar y jerarquizar las acciones de protección y preservación  de este Patrimonio Cultural Arqueológico, de manera de unir voluntades en torno al tema conservacionista patrimonial, como recurso de desarrollo sustentable, preservando tanto los valores, el medio físico, las condiciones de los sitios rupestres, como las aspiraciones y necesidades de las comunidades locales y el manejo de los posibles visitantes.
Ofrecerá la posibilidad de realizar:  * Estudios comparativos y  * Abrir una fructífera discusión sobre los problemas de Protección y Conservación de las Manifestaciones Rupestres en el Amazonas venezolano en un contexto administrativo adecuado, * Buscar estrategias regionales específicas, por ejemplo: para la investigación,  la conservación física de los sitios y su interpretación.

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Arte rupestre de la Guayana Francesa: conservación y valorización
Gérald Migeon, França

Presentaremos de manera rápida los diferentes tipos de sitios de arte rupestre de la Guayana francesa, enfocando la ponencia primero sobre los problemas de preservación y conservación en nuestra región y los diferentes métodos empleados para  “luchar” contra las diversas agresiones, y segundo sobre la valorización de unos sitios exponiendo la política desarrollada en los últimos años acerca del arte rupestre guayasense.

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Um Panorama sobre os Sítios Portadores de Registros Rupestres No Maranhão-Brasil
Arkley M. Bandeira, Brasil

O presente trabalho apresenta os resultados obtidos na pesquisa monográfica Um panorama sobre os registros rupestres no Estado do Maranhão, realizada entre os anos de 2002 e 2003, na Universidade Estadual do Maranhão, com a adição de novos dados sobre os sítios rupestres descobertos em prospecções para fins de licenciamento ambiental. O foco do estudo consistiu em um levantamento de bibliografias acerca dessa temática com o posterior levantamento de sítios, a partir dos dados levantados, de informações orais e na busca de geoindicadores que favorecessem a implantação de sítios rupestres na paisagem. A metodologia de registro dos testemunhos rupestres se pautou nos parâmetros já utilizados pela equipe de pesquisa da FUMDHAM, amplamente divulgados e publicados em artigos e livros, a saber, levantamento e inserção espacial do sítio, realização de decalques e de farta documentação fotográfica. Cabe ressaltar que não foram feitas coletas de material arqueológico, nem intervenções de sub-superfície. As informações coletadas permitiram a identificação de 3 sítios rupestres portadores de pinturas e 8 gravuras em diferentes partes do território maranhense, favorecendo a construção de conhecimento acerca dessa temática, em uma região ainda pouco conhecida arqueologicamente. Neste sentido, esse trabalho almeja divulgar o patrimônio rupestre do Maranhão, com vistas a fomentar o desenvolvimento de novos trabalhos na região, aliando gestão, divulgação e proteção desses bens, testemunhos da ocupação humana de longa duração nessa porção do Brasil. 

 
Fumdham © 2008